Por: Oarlem Sena
Fala, pessoal, tudo bem? Vou começar nossa conversa de hoje respondendo a uma pergunta frequente que recebo em meu direct ou pelo WhatsApp: qual o objetivo dos meus artigos?
A pergunta é simples e a resposta segue o mesmo tom. Escrevo para que possamos reduzir o tempo de atualização entre um conceito de comunicação política em eclosão no mercado e a sua aplicação prática. Além disso, é uma forma de me aprofundar nesta ciência à qual resolvi devotar grande parte da minha vida e a totalidade dos meus estudos. Meu foco é gerar discussões e novas perspectivas para todos vocês — amigos que me acompanham pelas redes sociais e veículos de imprensa que acolhem meus escritos. Sou muito grato pelos comentários e pela dedicação de cada um.
O incômodo que persiste há onze anos
Há cerca de onze anos, quando me preparava para as eleições de 2014, observei o movimento natural de pré-campanha e algo me ocorreu. Desde então, esse pensamento nunca deixou de martelar minha cabeça. Onze anos depois, ainda me deparo com inúmeros casos de políticos, inclusive em pleno exercício de mandato, que dizem não se importar com a internet. Afirmam que “internet não dá voto” e que têm o povo “nas mãos” — ou seriam nos bolsos? Mas como esse não é o foco hoje, sigamos.
Negar a importância do marketing digital para a alavancagem de uma trajetória política em 2025 é como negar a necessidade do ar para a respiração, da comida para a fome ou do sono para o descanso. Agir de forma analógica hoje é como ter duas horas para ir do Rio de Janeiro a São Paulo e, ao invés de ir ao Santos Dumont tomar um voo na ponte aérea, decidir por ingenuidade fazer o trajeto a pé.
Narrativas: O combate que o corpo a corpo não vence
É fato que o político não vive só de internet, mas imaginem como dominar narrativas fora dela usando apenas o corpo a corpo? Simplesmente não se consegue; não há combate. A internet potencializa o alcance quando o conteúdo é bem construído, comunica benefícios ao cidadão ou implementa uma narrativa de contraposição aos adversários.
Por outro lado, usar palavras rebuscadas ou termos técnicos que distanciam as pessoas te deixará verdadeiramente “flopado”. O seu próximo passo será correr atrás de um “guru” — os gênios formados pela UniTube. Eles serão taxativos: “político tem que postar todos os dias”. Tá, papudo, mas postar o quê? Dia da Árvore? Dia do Prego? Quem está ligando para isso?
Um exemplo prático: O técnico vs. O influenciador
Vou narrar o comportamento de dois políticos que, à época, eram vereadores no Rio de Janeiro.
O primeiro criou um projeto de lei focado nas pensões de filhas de militares que serviram ao município. Essas aposentadorias somadas davam um prejuízo de quase 30 milhões anuais ao erário. Com a aprovação da lei, ele aliviou o bolso do contribuinte carioca.
O segundo era um famoso YouTuber. Chegou a figurar entre os 10 maiores políticos do mundo nas redes sociais. Suas publicações mostravam invasões a centros médicos para cobrar atendimento imediato ou resgates de animais maltratados, prendendo o infrator em flagrante. A internet enlouquecia. Esse mesmo vereador foi cassado e até preso — descobriu-se dois anos depois que era inocente. Mesmo assim, ele elegeu sua irmã e seu pai (deputada estadual e deputado federal, respectivamente) “com o pé nas costas”. Agora, ele se prepara para voltar ao cenário no ano que vem. Alguém tem dúvidas de que será eleito?
Conclusão
Portanto, senhoras e senhores, digo-lhes sem medo de errar: marketing digital na trajetória política é como sexo no casamento. Se você e seu cônjuge não se entenderem e não praticarem, o resultado não será uma “lata d’água na cabeça”, mas sim uma bela galhada.
Te vejo em breve em mais um super estudo. Obrigado!
Oarlem Sena é Consultor Político com Atuação Internacional, Escritor do Livro Os Fundamentos do Novo Marketing Eleitoral (Editora Fonte de Papel), Palestrante, Mentor e criador da Mentoria Mandato Estratégico.
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